CONFLUÊNCIA DE
GRANDES
POTÊNCIAS
Unindo ancestralidade e uma visão do futuro para a construção de uma rede de conhecimento diversa, viva e simplificada.
O PRESENTE
SOMOS NÓIZ
MGZRD não é apenas uma marca, é um movimento. Acreditamos que um rio não deixa de ser rio porque conflui com outro; ele se fortalece.
Quem Somos
Somos um coletivo que produz conhecimento em circulação. O que fazemos nasce do território e desafia o que é reconhecido.
Identidade
"Um rio não deixa de ser um rio porque conflui com outro rio... a gente se fortalece."
Guiado por lemas como "Simplificar e Enriquecer" e "O presente somos nóiz", o coletivo expressa ancestralidade e identidade contracolonial.
Nossos Pilares
Construímos coletivamente, com conhecimento ancestral e futurista, uma marca que pulsa no hoje, mas que reverbera tradições profundas.
Quem Faz Parte
Conhecimento não é distante quando nasce do território e circula
O Megazord Comunicação surge como encontro entre diferentes origens, onde quilombolas, indígenas, periferias e cidades constroem juntos novas formas de interpretar e narrar o mundo.
Essa formação diversa não é estética, é estrutura. É o que permite tensionar o modelo tradicional de quem fala, quem ensina e quem define o que é conhecimento legítimo. "O saber não nasce isolado, ele se fortalece no encontro".
A mistura entre territórios cria novas formas de construir conhecimento no Brasil. A lógica que guia o coletivo parte da confluência. Assim como rios que se encontram e seguem mais fortes, o conhecimento aqui se constrói na troca, na partilha e na construção coletiva.
Isso rompe com a ideia de autoria isolada e desloca o valor para o processo coletivo, onde diferentes experiências ampliam a capacidade de leitura e ação sobre a realidade.
"Megazord é mais que um coletivo."
É REDE
É CONFLUÊNCIA
É CONSTRUÇÃO
COLETIVA.
O futuro ninguém vê, o passado já passou, o presente somos nóiz. Simplificar não é reduzir, é redistribuir acesso ao conhecimento.
Traduzir o complexo é uma forma de ampliar quem pode participar. O coletivo atua transformando temas complexos em conteúdos acessíveis, conectando universidade, território e vida real por meio de linguagens diretas, múltiplos formatos e circulação ampliada.
Podcasts, redes sociais e narrativas dos territórios funcionam como meios para tornar visíveis saberes que já existem, mas que historicamente foram excluídos dos espaços de validação. Comunicação também é disputa de perspectiva e poder simbólico.
O Que Fazemos
- Comunicação e conteúdos: Produzimos podcasts, narrativas digitais e conteúdos acessíveis que amplificam vozes dos territórios.
- Geometria e design: Construímos identidade visual fundamentada em saberes ancestrais e contracolonialidade.
- Articulação coletiva: Tecem redes de solidariedade entre quilombolas, indígenas, periferias e movimentos sociais.
- Tradução e acessibilidade: Simplificamos temas complexos para ampliar participação e acesso ao conhecimento.
- Justiça climática: Conectamos conhecimento ancestral com ação presente para enfrentar a crise climática.
O coletivo atua na interseção entre conhecimento, comunicação e educação, criando espaços de diálogo entre ciência, ancestralidade e cotidiano, reforçando a importância de construção coletiva, protagonismo e descentralização na produção de narrativas sociais.
"Quando a gente confluencia, a gente não deixa de ser a gente, a gente passa a ser a gente e outra gente - a gente rende."
— Nêgo Bispo
Filosofia Ubuntu
Podcasts
Vozes da Terra e do Tempo
Um espaço que nasce dos territórios para falar sobre justiça climática, ancestralidade e modos de vida que cuidam da terra.
Vozes da Terra e do Tempo é um podcast do Coletivo Megazord que nasce dos territórios para falar sobre justiça climática, ancestralidade e modos de vida que cuidam da terra.
Em uma série de conversas guiadas pela oralidade, o podcast escuta povos indígenas, comunidades quilombolas, periferias urbanas e comunidades do campo que vivem, no presente, os impactos da crise climática.
Aqui, a crise climática não aparece como um tema distante ou técnico, mas como algo que atravessa o corpo, a comida, a água, o território e a memória. Cada episódio conecta relatos de vida, saberes ancestrais e reflexões críticas para questionar o modelo de desenvolvimento que transforma a natureza em mercadoria e invisibiliza quem historicamente protege os biomas.
Ao longo da série, você vai encontrar debates sobre terra, água, alimentação, racismo ambiental, comunicação popular, falsas soluções verdes e futuro ancestral. Vozes da Terra e do Tempo é um convite à escuta, ao cuidado coletivo e à construção de caminhos de justiça climática a partir das vozes da terra.
Episódio 1 — O começo é agora: emergência climática e justiça da terra
O primeiro episódio do Vozes da Terra e do Tempo propõe um deslocamento fundamental: compreender a crise climática não apenas como um fenômeno ambiental, mas como uma questão profundamente social, política e territorial.
A partir da experiência do Cerrado, o episódio questiona narrativas universais sobre o clima e evidencia como seus impactos são distribuídos de forma desigual, atingindo com mais intensidade populações historicamente marginalizadas.
A convidada do episódio, Caiene Reinier, traz uma leitura crítica construída entre território, ciência e vivência. Engenheira ambiental e sanitária, mestranda em Ciências Ambientais e ativista, sua trajetória evidencia como questões como saneamento básico, acesso à água e infraestrutura urbana estão diretamente atravessadas por desigualdades raciais e territoriais.
Primeira travesti negra formada em Engenharia Ambiental e Sanitária pela Universidade Federal de Goiás, Caiene articula sua formação acadêmica com atuação política e comunitária, especialmente na luta contra o racismo ambiental e na promoção da justiça climática.
Sua participação no episódio contribui para ampliar o debate, mostrando que a emergência climática não é apenas uma crise do futuro, mas uma realidade já vivida nos territórios e que exige não apenas soluções técnicas, mas mudanças estruturais nas formas de organização da sociedade.
Episódio 2 - Educar para Adiar o Fim: A Escola Também é Território
Neste episódio do Vozes da Terra e do Tempo, conversamos com João Bosco educador, ativista climático e fundador doprojeto Hey Ciência. A conversa atravessa educação climática, juventude, território e futuro, mostrando como a escola também é um espaço de disputa política e construção de novos imaginários.
João Bosco é educador, ativista climático e fundador do projeto Hey Ciência, iniciativa voltada à popularização da ciência e ao fortalecimento da educação climática entre jovens e comunidades.
Licenciado em Ciências Biológicas pelo Instituto Federal do Ceará (IFCE), possui MBA em Gestão Escolar pela USP/ESALQ e atualmente é estudante da especialização em Direitos de Crianças e Adolescentes, Interculturalidade e Mudanças Climáticas pela Universidade de Brasília (UnB).
Sua trajetória articula educação, território e justiça climática, atuando especialmente na construção de práticas formativas voltadas à conscientização ambiental e à participação das juventudes nos debates sobre o futuro climático.
Foi bolsista do programa Latin America Youth Climate Scholarship, desenvolvendo ações territoriais com foco em educação climática e fortalecimento comunitário.
Também participou de importantes espaços internacionais de debate sobre mudanças climáticas e financiamento climático, como a SB62, em Bonn, na Alemanha, e a COP30, em Belém, acompanhando discussões globais a partir de uma perspectiva conectada às realidades locais.
Sua participação no Vozes da Terra e do Tempo contribui para ampliar o debate sobre como educação e juventude são dimensões fundamentais na construção de respostas coletivas à crise climática.
Episódio 3 - Quando o Clima vira Polícia: Criminalização e Violência
Neste episódio, conversamos com Camilo Kayapó, advogado indígena do povo Mêbêngôkre-Kayapó, sobre a criminalização de lideranças e defensores dos territórios. A partir de sua trajetória no campo dos direitos indígenas e da justiça agrária, o episódio discute como a crise climática também se expressa como violência política, jurídica e territorial.
Camilo Kayapó é indígena do povo Mêbêngôkre-Kayapó, advogado criminalista e defensor dos direitos humanos, com atuação voltada especialmente à proteção dos direitos dos povos indígenas no Brasil.
Especialista em Direito Penal, Processo Penal, Direito Administrativo e Gestão Pública, é mestrando em Direito Agrário pela Universidade Federal de Goiás (UFG), onde desenvolve pesquisas relacionadas a território, conflitos agrários e justiça.
Sua trajetória profissional está diretamente ligada ao enfrentamento das violências estruturais que atingem os povos indígenas, incluindo a criminalização de lideranças e defensores do território.
Atualmente, exerce o cargo de Chefe da Seção de Promoção da Cidadania na Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado de São Paulo e integra o Núcleo de Direitos Indígenas da OAB/SP, atuando na articulação entre direito, território e políticas públicas.
Sua participação no projeto Vozes da Terra e do Tempo contribui para ampliar o debate sobre como a crise climática também se expressa como violência política e jurídica, evidenciando os desafios enfrentados por quem defende a terra e a vida.
Episódio 4 - Geografia da Vida: Cerrado, Ancestralidade e Justiça Climática
Neste episódio, conversamos com Evelin Cristina Tupinambá geógrafa, educadora e mulher indígena do povo Tupinambá. A conversa conecta território, ancestralidade, universidade e resistência indígena, propondo uma leitura da crise climática a partir do corpo, da memória e das territorialidades indígenas.
Evelin Cristina Tupinambá é uma mulher indígena pertencente ao povo originário Tupinambá do Pará, geógrafa, professora e pesquisadora, com atuação voltada às áreas de território, educação e resistência indígena.
É mestranda pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Goiás (PPGEO/UFG) e pesquisadora associada ao LAGENTE - Laboratório de Estudos de Gênero, Étnico-Raciais, Sexualidade e Espacialidades (IESA/UFG).
Sua trajetória acadêmica e política se constrói a partir do diálogo entre território e universidade, com ênfase nas territorialidades indígenas, nas trajetórias socioespaciais de estudantes indígenas no ensino superior e na atuação de mulheres indígenas nos espaços de formação e luta.
Atualmente, atua como educadora no eixo de Educação e Interculturalidade da equipe técnica Einstein, no projeto MICCI - Saúde Materna Infantil e Prevenção ao Câncer do Colo do Útero na Saúde Indígena, desenvolvendo ações formativas voltadas à interculturalidade, ao fortalecimento da saúde indígena e ao cuidado coletivo. Integra a Coletiva de Mulheres Indígenas e Negras Quilombolas e atua como ativista do movimento indígena, articulando práticas de educação, pesquisa e mobilização social.
Sua participação no projeto Vozes da Terra e do Tempo contribui para ampliar o entendimento do território como dimensão viva, que atravessa corpo, memória, identidade e resistência, reafirmando outras formas de existência frente às violências históricas e contemporâneas.
Episódio 5 — Reexistir no Cerrado: Terra, Conflito e Reexistência
Neste episódio, o geógrafo Marcelo Rodrigues Mendonça conversa sobre questão agrária, justiça climática e os impactos do agronegócio e da mineração no Cerrado brasileiro. A partir do conceito de “reexistência”, o episódio mostra como povos tradicionais seguem produzindo vida, território e resistência diante da destruição ambiental.
A crise climática no Brasil não pode ser compreendida sem olhar para a terra. Esse é o ponto central da conversa com o geógrafo e pesquisador Marcelo Rodrigues Mendonça no episódio Reexistir no Cerrado, do podcast Vozes da Terra e do Tempo.
Ao longo do episódio, Marcelo mostra como o avanço do agronegócio, da mineração e da concentração fundiária está diretamente ligado à destruição ambiental e às desigualdades territoriais no país. Mais do que uma crise ambiental, o que está em disputa é um modelo de sociedade.
O Cerrado, frequentemente tratado apenas como espaço produtivo, aparece no episódio como território vivo, marcado pela presença de povos cerradeiros, quilombolas, indígenas, camponeses e comunidades tradicionais que historicamente constroem outras formas de relação com a terra.
Na conversa, Marcelo também apresenta o conceito de “reexistência” — ideia que vai além da resistência e aponta para a capacidade dos territórios de continuarem produzindo vida, cultura e comunidade mesmo diante da violência econômica e ambiental.
O episódio discute a questão agrária, justiça climática, agrohidronegócio, mineração, racismo ambiental, agroecologia e movimentos sociais, propondo uma reflexão urgente: quem controla a terra, controla o futuro?
Episódio 6 - A Terra também Alimenta Memória
Neste episódio, conversamos com Ivanessa Ramos Mariano agrônoma, agricultora, quebradeira de coco e guardiã da sociobiodiversidade. A conversa atravessa agroecologia, soberania alimentar, mulheres, território e os impactos da crise climática nas comunidades tradicionais.
No episódio Comer é um ato político: alimentação, clima e resistência, o Vozes da Terra e do Tempo conversa com Ivanessa Ramos Mariano — agrônoma, agricultora, guardiã da sociobiodiversidade e quebradeira de coco.
A partir de sua trajetória, o episódio discute agroecologia, território, soberania alimentar e os impactos da crise climática nas comunidades tradicionais. A conversa mostra que comida vai muito além do consumo: é memória, identidade, cuidado e resistência.
Também aborda o papel das mulheres na preservação dos saberes ancestrais e questiona um modelo de produção baseado na monocultura, na desigualdade e na concentração de terra. Porque, no fim das contas, a pergunta não é só “o que estamos comendo?”, mas também “que mundo estamos alimentando?”.
Episódio 7 — Comer é um Ato Político: Alimentação, Clima e Resistência
Neste episódio, conversamos sobre alimentação, agroecologia e soberania alimentar a partir da relação entre território, saúde e justiça social. A conversa discute como os sistemas alimentares estão diretamente ligados à crise climática, à desigualdade e ao direito à alimentação adequada.
Bacharela em Nutrição, com trajetória consolidada nas áreas de saúde pública, agroecologia e políticas alimentares, a convidada atua na interface entre território, alimentação e justiça social.
Possui pós-graduações em Educação e Promoção da Saúde, Saúde Pública, Gestão da Política de Alimentação e Nutrição e História e Cultura Afro-brasileira e Africana. É mestre em Atenção à Saúde e doutora em Agroecologia e Desenvolvimento Territorial. Sua atuação profissional inclui experiência como nutricionista no Subsistema Integrado de Atenção à Saúde das(os) Servidoras(es) dos Institutos Federais de Goiás (SIASS IF Goiano/IFG).
Atualmente, compõe a Secretaria de Abastecimento, Cooperativismo e Soberania Alimentar (SEAB) do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), contribuindo para a formulação e implementação de políticas públicas voltadas à soberania e segurança alimentar no Brasil.
Sua produção acadêmica e atuação política se concentram nas áreas de ambiente, saúde e sistemas agroalimentares, articulando também temas como equidade racial, agroecologia e educação popular. Além da atuação institucional, soma-se a movimentos sociais e coletivos que lutam pelo direito à alimentação adequada, pela valorização da agricultura familiar e pela construção de sistemas alimentares mais justos e sustentáveis.
Vídeos e Produções
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Uma jornada visual pelas comunidades que estão redefinindo o futuro.
Diálogos com Mestres
Conversas profundas com detentores de saberes tradicionais.
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